sábado, 24 de abril de 2010



Não é isso que quero para mim. Posso não demonstrar fisicamente, mas no meu interior isso é dito o tempo todo. Já não é mais aquilo que eu sempre esperei, mas não encontro forças. Na hora de largar, me dá um medo, como se houvesse uma escuridão terrível naquele fim, no fim que
almejo tanto. Mas não encontro jeito de me dizer isso. E choro. Choro porque o desejo de acabar esse sofrimento me rodeia o tempo todo, mas a coragem para concretizá-lo, a força, parece não ser percebida por ninguém, nem encontrada por mim mesma. Sabe quando você olha para o lado e não vê mais nada, olha para frente e está tudo escuro? É assim que me sinto a cada vez que imagino a tal situação. É um pânico.
Se vou me libertar, eu não sei, mas talvez esteja mais perto novamente
do fim, o tal fim que não percebo, que não quero aceitar. Mas vai ser o melhor para mim.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O "eu" que foge

Não é que eu não queira, eu não consigo. Talvez isso seja complexo para
que você entenda, mas o que há de profundo em mim, na verdade nem
eu mesma conheço. Acreditar no que parece impossível, parece ser um
desafio, já não sou o que eu quero ser. E aceito. Aceito não
por razão do querer, mas pelo desejo indescritível e inadmirável que tenho
de sofrer, mesmo que esse desejo não seja percebido por mim mesma.
Sofro por querer sofrer, mesmo sabendo que não é isso que eu quero.
Mas não consigo. Você pode achar que é fácil, mas quantas vezes já imaginou
ser fácil o que é difícil? Quantas vezes duvidou do que lhe fora impossível?
Na verdade, parece que isso tomou conta de mim. Vício. Talvez um dia eu
possa ser o que eu quero, mas até chegar lá, não sei se vou querer.